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Moto de leilão com vistoria reprovada por quilometragem, chassi ou motor, entenda tudo

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Adquirir uma moto em leilão pode ser uma oportunidade vantajosa, mas há situações desafiadoras que podem surgir, especialmente quando a vistoria reprova a moto devido a irregularidades na quilometragem. Neste artigo, abordaremos os problemas relacionados à quilometragem em motos de leilão e as possíveis soluções para contornar essas questões.

A vistoria é um processo crucial para assegurar a legalidade e segurança de um veículo. Quando a quilometragem é apontada como motivo de reprovação, diversas razões podem estar por trás dessa decisão, exigindo a atenção do proprietário para garantir a regularização.

Motivos de reprovação da vistoria:

  1. Chassi divergente:
    • A numeração do chassi não coincide com os registros oficiais. Este problema muitas vezes está relacionado à remarcação do chassi, exigindo procedimentos específicos para regularização.
  2. Motor divergente:
    • A numeração do motor apresenta divergências com os registros oficiais. Nesse caso, é necessário regularizar, gravar ou regravar o motor para que esteja de acordo com as normas vigentes.
  3. Quilometragem inferior à última registrada:
    • A quilometragem do veículo é inferior à registrada anteriormente. Essa discrepância pode levantar suspeitas de adulteração, exigindo uma análise detalhada para a correção do problema.
  4. Inconsistências com o cadastro do Detran:
    • Outros dados do veículo estão inconsistentes com o cadastro do Detran, demandando uma revisão e atualização para alinhamento com os registros oficiais.

O que é a numeração do chassi e para que serve?

Número de chassi meramente ilustrativo

A numeração do chassi é como o “documento de identidade” de um veículo, geralmente localizado sob o banco dianteiro do passageiro. Composta por 17 caracteres alfanuméricos, seguindo a Norma ABNT 6.066/80, ela é registrada na Base de Índice Nacional (BIN). Essa sequência única ajuda na prevenção de fraudes, facilitando a identificação de veículos roubados ou adulterados durante fiscalizações.

O que pode danificar o chassi?

A oxidação é a principal causa de desgaste do chassi, resultante do acúmulo de umidade na base do veículo. A água retida no assoalho pode corroer os caracteres identificadores, tornando os números ilegíveis e causando corrosão. Acidentes de trânsito, roubos e furtos também podem impactar a numeração do chassi.

Como recuperar o chassi danificado?

Quando a oxidação compromete a visualização do número, uma limpeza inicial é recomendada. Caso não seja suficiente, a regravação do chassi pode ser necessária. Isso exige autorização do Detran e deve ser realizado por empresas credenciadas, mantendo a identificação anterior do veículo.

Quando é recomendada a remarcação do chassi?

A remarcação é aconselhada em casos de oxidação acentuada que comprometa qualquer caractere do chassi. Também é necessária para veículos envolvidos em acidentes, com danos na sequência, ou para carros furtados/roubados com numeração adulterada. A regravação requer autorização do Detran e deve ser conduzida por empresas credenciadas.

Quais consequências a remarcação do chassi pode trazer para o proprietário do veículo?

A principal implicação é a desvalorização, podendo chegar a 30% em relação à Tabela Fipe, principalmente em transações entre pessoas jurídicas. Algumas seguradoras podem recusar contratos para veículos com chassi remarcado, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Isso pode variar entre seguradoras e tipos de cobertura.

Como é o processo de remarcação de chassi?

  1. Vistoria em uma Empresa Credenciada de Vistoria ou Detran.
  2. Solicitação de autorização para remarcação no órgão de trânsito.
  3. Escolha de uma empresa autorizada para a regravação.
  4. Após o serviço, emissão de nota fiscal e laudo técnico.
  5. Retorno à ECV para vistoria veicular.
  6. Com laudo aprovado, ida ao Detran para emissão do novo documento com observação de “veículo regravado.”

Confira também: Como imprimir CRLV de moto de leilão

Onde fazer a remarcação de chassi?

Empresas habilitadas, credenciadas junto aos órgãos de trânsito, são capacitadas para realizar a remarcação de chassi. É crucial escolher uma empresa autorizada pelo órgão, com histórico profissional e conhecimento técnico, evitando complicações legais, já que adulterar a identificação veicular sem autorização é crime.

Como cadastrar e regularizar o número do motor do seu veículo

Quando o veículo passa por uma troca de motor ou possui qualquer alteração, incluindo a remarcação do número do motor, é crucial realizar a regularização. Esta etapa é vital para evitar multas, pontos na carteira e até mesmo a retenção do veículo. Neste artigo, explicaremos os momentos em que a regularização se faz necessária e os requisitos para o processo.

Quando é necessário fazer a regularização do número do motor?

Existem diversas situações em que a regularização do número do motor é indispensável:

  1. Remarcação do Número do Motor: Isso ocorre em casos de desgaste devido ao tempo, erro de gravação do fabricante, danos na numeração, roubo ou furto, que podem resultar em raspagem ou tentativa de alteração.
  2. Aquisição de um Motor Novo ou Usado: Ao adquirir um motor novo ou usado, é fundamental realizar a regularização. Recomendamos a leitura sobre a compra de motores usados para informações adicionais.
  3. Veículos Antigos sem Cadastro do Número do Motor: Em alguns casos, veículos antigos podem não possuir o número do motor cadastrado.

O que é necessário para a regularização do número do motor?

Pré-requisitos:

Antes de iniciar o processo de regularização, certifique-se de que o veículo não possui débitos, como multas vencidas ou a vencer, DPVAT, IPVA e licenciamento, todos devem estar em dia.

Documentos necessários:

  1. Requerimento em Duas Vias: A primeira via com firma reconhecida por autenticidade e a segunda via uma cópia comum, descrevendo o motivo da regularização (Anexo I).
  2. Nota Fiscal da Aquisição do Motor: Original da nota fiscal, especificando a potência, número de identificação e cilindrada. Caso não possua, pode ser feita uma declaração com firma reconhecida por autenticidade, assumindo a responsabilidade sobre o motor.
  3. Documentos Pessoais: Original e cópia do RG e CPF. Para veículos de pessoa jurídica, apresentar também cópia do Contrato Social.
  4. Laudo de Vistoria do Motor: Incluindo seus agregados.
  5. Decalque Legível do Chassi e do Motor: Para garantir a correta identificação.

Procuração em caso de representação:

Se alguém for representar o proprietário, é necessário apresentar uma procuração original com firma reconhecida por semelhança e cópia do RG do proprietário.

Parentes próximos:

Se um parente próximo estiver representando, os documentos necessários variam:

  • Pais: Certidão de nascimento do filho ou documento de identidade oficial onde conste a filiação.
  • Filhos: Documento de identidade oficial onde conste a filiação.
  • Irmãos: Documentos do proprietário onde conste a mesma filiação (pai e/ou mãe).
  • Cônjuge: Certidão de Casamento registrada no Registro Civil de Pessoas Naturais ou Termo de União Estável.

Ausência da Nota Fiscal de compra:

Caso não possua a nota fiscal da compra do motor, uma declaração com firma reconhecida por autenticidade, informando as características do motor, pode ser aceita. Contudo, ao fazer essa declaração, esteja ciente de que assume total responsabilidade civil e criminal sobre o motor.

Realizar uma consulta baseada na numeração do motor pode ser útil para identificar sua origem. Outra opção é verificar junto a uma empresa especializada em vistoria, onde o custo para essa análise pode variar de R$60,00 a R$200,00.

Ao seguir essas orientações, você estará apto a cadastrar e regularizar o número do motor do seu veículo de maneira eficiente, evitando problemas legais e garantindo a conformidade com as regulamentações vigentes.

Muitos motoristas proprietários de veículos acabam tomando um susto, pois desconhecem que os veículos podem ser reprovados por quilometragem em vistorias. E quando se deparam com essa situação, a preocupação entra em cena.

Confira também: Vale a pena contratar um despachante pra regularizar o documento da moto de leilão

Por que um veículo pode ser reprovado por quilometragem?

Ao passar por uma vistoria, é essencial que os motoristas estejam cientes de que a quilometragem registrada desempenha um papel crucial. Caso o veículo seja reprovado devido à quilometragem, isso geralmente indica uma possível adulteração nos números, exigindo que o proprietário busque seus direitos judicialmente.

FAQs sobre reprovação por quilometragem:

1. Como contestar a reprovação por quilometragem? Se a quilometragem não corresponder à realidade do veículo ou se o hodômetro foi reiniciado, o proprietário pode contestar apresentando um laudo cautelar bloqueado. Isso pode ser feito em qualquer Unidade de Atendimento do DETRAN, seja pelo proprietário ou por um representante legal.

2. O que acontece após a contestação? Após a verificação do DETRAN, se constatado que o bloqueio ocorreu devido a erro na coleta da quilometragem anterior ou ao reinício do hodômetro, o laudo bloqueado será desbloqueado. O laudo anterior com erro será cancelado, e o processo retornará à estaca zero, exigindo uma nova vistoria na Empresa Creditada de Vistoria.

Itens de segurança e outras considerações na vistoria

Além da quilometragem, a vistoria abrange vários itens essenciais para garantir a segurança e conformidade do veículo.

Itens Avaliados na Vistoria:

  1. Faróis e faroletes: Verificação da integridade e funcionamento correto das luzes, incluindo luzes de freio, luz de ré, luz da placa, farol alto, farol baixo e setas.
  2. Espelhos retrovisores: Avaliação dos espelhos exteriores e do retrovisor central para garantir boas condições.
  3. Limpadores de para-brisa: Verificação para assegurar a visibilidade em condições climáticas adversas.
  4. Itens de segurança: Inspeção detalhada de dispositivos como cintos de segurança, extintor de incêndio, triângulo, macaco e chave de fenda.
  5. Pneus: Análise do estado de integridade e conservação, sendo pneus carecas motivo de reprovação.
  6. Buzina: Avaliação do funcionamento adequado.
  7. Vidros: Verificação de trincos, rachaduras e conformidade com as regras do CTB no caso de película de proteção.
  8. Blindagem: Verificação do registro nos documentos do veículo, se aplicável.
  9. Suspensão: Análise das condições gerais da suspensão do veículo.

É possível descobrir a quilometragem da última vistoria?

Como forma de se prevenir de possíveis fraudes, o Detran não disponiliza em sei site a última quilometragem dos veículos.

Identificando alterações na quilometragem:

Para evitar fraudes na quilometragem, é crucial verificar o manual do veículo, observar os registros de revisões e inspecionar os pneus. A presença de arranhões no painel ou perto do hodômetro pode indicar manipulação.

O que fazer em caso de adulteração na quilometragem

Se houver suspeita de adulteração na quilometragem, seguir algumas etapas é essencial:

  1. Consulte o manual do veículo e os registros de revisões.
  2. Observe os pneus em relação à quilometragem.
  3. Verifique os dados do seguro, que podem revelar a quilometragem real.
  4. Procure por vestígios de adulteração, como arranhões no painel.

Conclusão

A questão da reprovação em vistorias devido à quilometragem exige atenção e ação rápida por parte dos proprietários de veículos. Além disso, a análise rigorosa de outros itens durante a vistoria é fundamental para garantir a segurança nas estradas. Este guia abrangente e as FAQs fornecem informações essenciais para lidar com a reprovação por quilometragem e orientações sobre como manter seu veículo em conformidade durante as vistorias. Fique informado e assegure a integridade do seu veículo em todas as etapas do processo de vistoria.

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